sexta-feira, 19 de agosto de 2011

carta número um ( ou o calendário de dentro )


Arte de: Tarsila do Amaral



Uma casa estreita
como as paredes do teu ventre.
É isso o que desejo.

Duas xícaras de café aéreo
três gotas de lágrima doce
fazendo o oceano cair dos olhos
e manchar o lenço.

Atemporais atrapalhando a estação
Rimbaud estava errado quanto as férias.

Uma tarde como a que nascemos
imersos na década dos planos futuros
Reconciliar o berço errando as saídas
na estrada.

Meu olhar se fecha
em close fotográfico de partida.

Porto Alegre, 20/08/2011

com o pensamento na Guanabara.

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