segunda-feira, 13 de junho de 2011


Arte de Salvador Dalí

Lorenzo Ganzo Galarça

Nenhuma companhia se faz de portas abertas.
A diferença única entre o roubo e o empréstimo
é a altura do portão da casa.

Espalhem cadeados, correntes, novas fechaduras.
Lacrem todas as portas, cubram de folhas as janelas.

Sejamos imperialistas!

Não me deixe ser evasivo
frente a inauguração de um inverno comprido.
Quero tecer cada centímetro de seu corpo.

Não acreditemos na falsa proposta
dos cílios abertos.
Eu quero a densa serração dos olhos azuis.
Olhar semi-serrado.

Ser invasivo, sim.
tropeçar em perguntas e
machucar o orgulho.

Agora são quatrocentos cavalos
correndo ao redor da casa

Escuto um relincho dentro do orvalho.


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