terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Febríl




Lorenzo Ganzo Galarça

Abandonei a corda em riste.
O silêncio do poço
ecoando em minha garganta.

Segurava o pulso gélido,
acompanhando a sinfonia do sangue.
Os violinos do corpo.

Veio-me aquele desejo
tão conhecido de exilar o vento.

Sinto medo da pronúncia.
A chama ascesa em minha boca
carbonizava toda linguagem não-nascida.

Por Deus,
meu silêncio ferve.
Estou adoecendo termômetros.

Atire-me no mar.
Meu sonho é conhecer
a profundidade do desejo.

3 comentários:

caroline_the_tangerine disse...

essa que é aquela artista espanhola famosa de que tu me falou? até que ela é boa, mas acho que a imagem não tá à altura do poema...

christiane ganzo disse...

Fantástica a imagem, querido.

Beijo

e.guedes disse...

fantástico tudo! e me calo. beijo beijo