quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Sintonia.


Imagem: Deviantart.com
Lorenzo Ganzo Galarça

Os gols mais bonitos que fiz foram de pés descalços.
As chuteiras pesavam na responsabilidade de marcar.
O descompromisso dos dedos com os objetivos levavam-me mais longe.

As travas da chuteira travavam-me o movimento, enquanto
As solas dos pés iam beijando o gramado.
Exímeis malabaristas de Bergamotas.

A despreocupação não gera desprezo, gera atenção.
Os pés, livres de nós e laços, jogavam futebol por conta própria.
A liberdade que dei ao meu corpo é retribuída a mim como compreensão.

Meus pés me entendem quando não quero jogar bola,
Minha sobrancelha coça quando fico desconfortável,
Meu olho inunda-se quando me apaixono.

Meu membros fazem parte das reuniões sindicalistas.
Os olhos acompanham a curvatura dos ombros
No desejo de um carinho eminente.

Não ocupo a cama inteira, quando durmo.
Sei que outro lado sempre pode amanhecer mais pesado.

Um comentário:

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Não sei porquê, mas acho que, apesar de recém ter chegado em casa meio de trago, você gostará do meu post de hoje. Beijo.