sábado, 11 de outubro de 2008

Alma Imoral

Minha imoralidade
É imortal.
Transcende o real.
Trai a tradição.
Conforta-se em si.

Desobedece o limite de espaço do corpo .
Não sai boca afora em labaredas.
Livre,
Rodeia-me por inteiro.

Estar em contato com a alma
Não é deixar o corpo de lado.
Desaprender os sentidos,
Voltar as raízes.

É submergir no agora.
Aguçar os sentidos.
Pisar com mais força.
Beijar a ferida.

Retiro não é refugio.
Não se procura a alma para proteger-se,
Defender-se do mundo.
A alma não é nosso escudo.
Ela é nossa espada e nossa bravura.

Estado constante
Não é o bastante.
Para abastecer
Um corpo mutante
Que precisa desobedecer.


Lorenzo Ganzo Galarça

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