sábado, 31 de maio de 2008

Poema Largado

Me encontrei tanto
Que quero me perder
Quero experimentar o outro lado
Travestir-me de culpado
Quero escrever no escuro
Sem versinhos estúpidos
Quero a dor do que é viver
Quero a angústia do instante
O descompasso do tempo
Não quero certezas
Nem seguranças
Muito menos guarda costas
Quero estar sujeito a qualquer ameaça
dessa intitulada amiga, vida.
Dou o corpo ao acaso
Com o desprezo do que é são
Quero lançar-me sem resultados
Não quero início, nem fim
Quero é o meio
Quero pela metade
Mas isso não é querer
É medo de viver
E tão logo morrer.



Lorenzo G.G.

Um comentário:

Cínthya Verri disse...

Lindo, lindíssimo esse visitar
encontrar o almado amigo
penando e despenando
vivendo com a cara dada a si mesmo
numa entrega admirável!
Meu querido,
querido,
querido,
impressionantemente lorênzico.
Um beijo meu pra ti.