segunda-feira, 28 de abril de 2008

Contato

Afasto-me cada dia mais para perto de minha alma

Cada dia mais para perto da minha autonomia.

Cada dia mais para perto de mim.


Lorenzo G.G.

sábado, 26 de abril de 2008

Lábios

Lábios...
Tingidos pelo mais doce dos whiskys.
Sua testa salgada de suores infindáveis.
Seus olhos por trás de lentes embaçadas
Buscam o norte, em janelas de almas descontentes.
Descontentes com a ausência do em si.
Balançam ora pra cá, ora pra lá.
No esforço de sinalizar
No esforço de lembrar
De que já conhecem esses caminhos
E que desgostam de seus atalhos


Lorenzo G.G.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Árvore nua

Árvore nua.
Despida de pudor.
Suas raras e poucas folhas
colorem, de um sincero verde,
o cenário castanho de uma gélida manhã de outono.

Lorenzo G.G.

domingo, 6 de abril de 2008

Luzes

Do topo de um prédio.
Postes...
Faróis...
Shoppings...
Holofotes...
Semáforos...

Não Acham lindo termos estrelas na Terra?


Lorenzo G.G

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Tati

Olhinhos semi-serrados para o mundo.
Misturando cada pedrinha de brita na obra da esquina.
Cada gota d'agua em poças no asfalto sob o sol de uma quente quarta-feira.
Olhar de quem tem sede.
Sede de saber.
Sede de provar.
Por trás de um vidro de corsa branco os olhinhos vão passeando.


Lorenzo G.G

Do lado de lá

Do lado de lá
Olhares diferentes
A primeira vista assustadores
Com o tempo se transformam e tornam-se íntimos
Óh! Olhares de lá...
Quem dera eu poder comprender suas vistas


Lorenzo G.G

Ó Lua

Transborda-se em mim risos belos e amarelos, iluminados por tua sinceridade e ingenuidade.
Ó Lua, se compreendes o bem que me fazes, não tenho certeza...
Certeza?
Do que?
De quem?
Guardo em mim a lembrança de que a muitos anos, querida lua, sobes e desces todos os dias no horizonte de meus olhos. E sempre, apesar do humor da humanidade, continua constante o intenso brilho que carregas.

Lorenzo G.G